TUMOR CEREBRAL

Tumor cerebral - visão geral

Há três tipos de tumor cerebral: benigno, maligno e as metástases. Os tumores cerebrais malignos mais comus são os gliomas, principalmente astrocitomas e glioblastomas. Entre os tumores benignos, podemos citar o chamado meningioma, sendo que ele pode ser tratado e curado com cirurgia.

A palavra tumor assusta qualquer pessoa. Assusta mais ainda quando é no cérebro. Felizmente, nos dias de hoje, o avanço da tecnologia e os conhecimentos desta doença, trouxeram mais esperança para os pacientes e seus familiares. Trouxeram também alívio para nós, neurocirurgiões, pois estamos sempre em busca do melhor para nossos pacientes.

O Que é Tumor Cerebral?

Tumor cerebral é um crescimento anormal de células dentro do crânio que leva à compressão e lesão de estruturas normais do cérebro.

Geralmente esses tumores podem ser divididos em duas categorias:

Tumor cerebral primário: quando o tumor tem origem dentro do próprio crânio;

Tumor metastático, metástase ou tumor cerebral secundário: quando o tumor tem origem em outro órgão e se espalha pelo corpo. Por exemplo, quando a pessoa tem um tumor no pulmão algumas células dessa lesão podem cair na corrente sanguínea e se instalar em qualquer parte do organismo, inclusive o cérebro.

Para facilitar o entendimento, vamos abordar aqui os tumores cerebrais primários, ou seja, que têm origem e crescem dentro do próprio crânio, pois geralmente eles possuem um comportamento peculiar. Eles serão chamados simplesmente de “tumores cerebrais”. Já as metástases têm comportamento variado, o qual depende do tumor de origem e do local de implantação no cérebro.

Tipos de Tumor Cerebral Primário

Existem vários tipos de tumor cerebral primário. Cada um se diferencia do outro pela célula que lhe deu origem. Contudo, podemos dizer que existem três tipos básicos de tumor cerebral, a saber:

  • Os tumores originados das células cerebrais propriamente ditas e que são malignos, como gliomas, glioblastomas multiformes (GBM), astrocitomas, oligodendrogliomas e ependimomas.

  • Os tumores que têm origem nas membranas que envolvem o cérebro, chamadas de meninges, como os meningiomas.

  • Os tumores que se originados dos nervos que existem dentro do crânio, como os neurinomas.

As características principais que diferenciam estes três tipos de tumores são as seguintes:

Os que se originam das células cerebrais ocasionam lesão das próprias células cerebrais, destruindo-as.

Já os outros dois tipos, originados das meninges ou de nervos intracranianos, ocasionam danos pela compressão que causam no cérebro.

Ainda não sabemos porque a pessoa desenvolve um tumor cerebral primário. O assunto tem sido muito pesquisado, mas ainda não foi encontrado nenhum fator de risco que predisponha a pessoa a ter um tumor cerebral, tal como o cigarro está relacionado ao câncer de pulmão.

Ressonância magnética com a imagem de um glioma de baixo grau

Sabemos apenas que o risco aumenta de acordo com a idade, mas nenhum fator ambiental ou genético foi relacionado a estes tumores.Então, podemos dizer que os familiares de uma pessoa com tumor cerebral não têm risco maior do que a população em geral de desenvolver esta doença.

Ressonância magnética de um tumor cerebral maligno chamado glioblastoma multiforme (GBM). O tratamento envolve cirurgia, radio e quimioterapia.

Sinais e Sintomas Causados Pelos Tumores Cerebrais

Os sinais e sintomas dos tumores cerebrais são muito variados e dependem, principalmente, do local da lesão. Podem incluir dor de cabeça, convulsões, fraqueza ou dormência em um dos lados do corpo, alterações da fala e da consciência. Geralmente, os sinais e sintomas se desenvolvem lentamente mas costumam ser progressivos, ou seja, vão piorando com o passar do tempo.

Diagnóstico dos Tumores

O diagnóstico é feito através do exame neurológico realizado pelo médico e por exames complementares, especialmente a Ressonância Magnética (RM) ou a Tomografia Computadorizada (TC), sem ou com contraste.

Baseando-se no tipo e localização da lesão e na idade e estado de saúde do paciente, a equipe médica faz uma programação prévia de como deverá ser o tratamento. Os tumores cerebrais, benignos ou malignos, na maioria das vezes, necessitam de cirurgia. O objetivo principal do tratamento cirúrgico é a remoção total da lesão, quando possível. Em alguns tipos específicos de tumores malignos, após a cirurgia, pode ser indicada uma complementação com radioterapia e/ou quimioterapia.

Existem alguns casos especiais de tumores cerebrais que podem apenas ser acompanhados com exames de RM ou TC, sem necessidade de cirurgia imediata. Neste tipo de situação o paciente realiza os exames periodicamente, de acordo com a indicação do médico e pode ser operado no futuro, se necessário.

Tumores Metastáticos

Já as metástases têm comportamento variado, o qual depende do tumor de origem e do local de implantação no cérebro. Câncer de pulmão e câncer de mama são os que mais frequentemente enviam metástases para o cérebro. Porém, teoricamente, qualquer órgão do nosso organismo que desenvolva um tumor maligno pode fazer isso. A ordem de frequência é:

 

  • Pulmão

  • Mama

  • Rim

  • Melanoma {um câncer de pele}

  • Intestino

Tratamento dos tumores cerebrais

O tratamento dos tumores cerebrais evoluiu muito nos últimos anos, principalmente com a introdução do microscópio cirúrgico e o advento da radio e da quimioterapia. O microscópio possibilitou a realização de procedimentos extremamente precisos, as chamadas microcirurgias. A técnica cirúrgica foi sendo refinada e aprimorada e os resultados do tratamento, consequentemente, evoluíram de forma bastante positiva.

Evolução da neurocirurgia. Na primeira metade do século passado exames com tomografia computadorizada e ressonância magnética ainda não estavam disponíveis e os médicos tinham que analisar radiografias, como na primeira figura acima. A antiga técnica de remover um tumor cerebral com os dedos é mostrada na segunda figura. Atualmente, essa manobra é feita bem delicada e precisa, utilizando-se o microscópio cirúrgico e instrumentos apropriados.

O neurocirurgião pode utilizar o microscópio cirúrgico, na chamada microcirurgia, aumentando bastante a segurança e a precisão dos procedimentos.

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