Degeneração ou "desgaste" da coluna vertebral como causa de lombalgia

 

Degeneração vertebral

 

A maioria dos problemas da coluna lombar ocorre devido ao uso e desgaste desta parte da coluna ao longo dos anos. Este processo é chamado degeneração e o principal sintoma é a dor lombar ou lombalgia. Durante a vida, o processo normal de envelhecimento resulta em alterações degenerativas em todas as partes da coluna. Traumatismos na coluna, como fraturas e lesões nos discos, podem fazer essas alterações aparecerem mais cedo ainda. Há evidências fortes de que o hábito de fumar cigarros também contribui para a degeneração da coluna e de que a genética tem um papel fundamental ao acelerar o acontecimento dessas alterações.

 

Degeneração do disco

 

Os discos intervertebrais sofrem mudanças ao longo do tempo. No início, o disco é macio e firme. O núcleo no centro do disco contém uma grande quantidade de água o que lhe dá a capacidade de amortecimento. Isso favorece sua habilidade de absorver choques e proteger a coluna de forças intensas e repetidas.

 

Na degeneração a primeira mudança que ocorre é um enfraquecimento do ânulo fibroso ao redor do núcleo. Pequenas fissuras e rompimento de fibras de sustentação começam a aparecer. O organismo tenta curar essas lacerações formando uma cicatriz no local. Mas o tecido de cicatriz não é tão forte quanto o tecido normal. O ânulo fibroso lacerado pode ser uma fonte de dor por duas razões. Primeiro, há sensores de dor na parte externa do anel do ânulo. Eles sinalizam uma resposta dolorosa quando o rasgo atinge sua camada externa. Segundo, como em outras partes do corpo, uma laceração no ânulo fibroso pode causar dor devido a inflamação que ela causa no local.

A laceração do ânulo fibroso do disco intervertebral pode causar dor na região lombar

Degeneração das vértebras

Com o tempo, o disco começa a perder água e com isso vai diminuindo de volume e de altura. Como resultado, as vértebras começam a movimentar-se e vão se aproximando umas das outras. Como o disco continua a se degenerar, o espaço entre as vértebras diminui mais ainda. Isso comprime as facetas articulares ao longo da porção posterior da coluna espinhal. A medida que essas articulações são forçadas uma contra as outras, uma pressão extra acontece na cartilagem articular. Essa pressão extra pode danificar as facetas articulares. Ao longo do tempo, isso pode levar a artrite nas articulações da coluna.

Essas alterações degenerativas no disco, facetas articulares e ligamentos podem deixar o segmento espinhal "solto" e instável. O movimento extra causa ainda mais desgaste e lacerações na coluna. Como resultado, mais e mais lacerações vão ocorrendo no ânulo.

O desgaste ou degeneração da coluna vertebral é um evento lento e progressivo

O núcleo pode ser empurrado através do ânulo em direção ao canal espinhal. Isto é chamado de herniação discal ou hérnia de disco. Esse material do disco pode deslocar-se para fora e pressionar os nervos espinhais, causando dor irradiada para a perna ou “dor do nervo ciático”. Além da dor, essa pressão sobre os nervos pode causar dormência e fraqueza na região lombar, glúteos, membros inferiores e pés. O disco também emite enzimas e químicos que produzem mais inflamação. A combinação da pressão, exercida sobre os nervos, junto com a inflamação, causada pelas substâncias químicas liberadas na região, ocasiona aumento significativo da dor.

 

A medida que a degeneração continua, pontinhas ósseas, chamadas osteófitos, se desenvolvem ao redor da faceta articular e ao redor do disco. Ninguém sabe exatamente porque esses osteófitos se desenvolvem, mas a teoria mais aceita é de que essas espículas são uma tentativa do corpo em parar o movimento extra entre os segmentos espinhais. Os osteófitos também podem causar problemas se começarem a encostar e pressionar nervos da coluna, principalmente quando eles passam através dos forames neurais.

 

Um segmento espinhal colapsado eventualmente se torna rígido e imóvel. A degeneração vai se desenvolvendo à medida que ocorre o espessamento dos ligamentos e das facetas articulares. Soma-se a isso, a formação do tecido cicatricial e de osteófitos, mais a desidratação do disco. Isso tudo impede o movimento normal das vértebras, fazendo com que esse segmento da coluna se movimente menos ainda.

 

 Por outro lado, as pessoas sentem mais dor quando há excesso de movimentos das vértebras. Esses movimentos excessivos podem atuar como se fossem verdadeiras fraturas. Neste caso, a diminuição de movimentos seria até benéfica.

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